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Cláudio M. Martins Entrevista Presidente da Associação Internacional de Psiquiatria

claudio

 

O presidente da World Psychiatry Association - WPA, Dr. Danish Bugra,com gestão no período 2014-2017, é de origem indiana, estando radicado na Inglaterra há 30 anos. Já foi presidente do Royal College of Psychiatry do Reino Unido. Durante o XXX Congresso Argentino de Psiquiatria, em Mar del Plata , Argentina, no último mês de abril, concedeu a entrevista exclusiva para nosso site ao Dr. Cláudio Meneghello Martins, Presidente do CELPCYRO e do Centro de Estudos Cyro Martins - CCYM, ocasião registrada na foto acima.

  • Como o senhor entende a saúde mental?

Danish Bugra - A saúde mental é indispensável para o bem-estar pessoal, para as relações familiares e interpessoais e para a contribuição à sociedade e comunidade. A saúde mental é o trampolim para o pensamento e as habilidades de comunicação, aprendizagem, crescimento emocional, resiliência e auto estima. Estes são os ingredientes para uma funcionalidade exitosa.

  • Qual a influência dos aspectos sociais no desenvolvimento das doenças?

Danish Bugra- Os determinantes sociais de saúde afetam a todos na sociedade. Este enfoque, de acordo com a Comissão da Organização Mundial de Saúde (OMS), necessita conceptualização, compromisso e competência. Para se reduzir desigualdade em saúde necessitam-se esforços de todos os estratos sociais. A defesa da saúde é crítica. Os fatores econômicos são fundamentais para abordar as desigualdades em saúde, entretanto, em tempos de crise, essas questões são as primeiras a serem abandonadas.

  • De que forma a justiça social impacta o processo de ser saudável?

Danish Bugra - Devemos fazer uma distinção entre justiça econômica e social, apesar de ambas poderem estar mescladas entre si. Inspirar, trabalhar conjuntamente e organizar os mais vulneráveis é a chave para alcançar justiça social.

  • O senhor tem críticas ao modelo de justiça social predominante, que acaba afetando os doentes mentais. Por quê?

Danish- Algumas reflexões devem ser colocadas, como:
Porque as pessoas com transtornos mentais deveriam morrer 15 a 20 anos mais cedo? Por que não deveriam ser totalmente cidadãos? Por que as desigualdades sociais deveriam afetar desproporcionalmente as pessoas com transtornos mentais? Por que os resultados deveriam ser diferentes? Concluindo, teriam os direitos humanos, baseados na igualdade, um maior êxito se carreassem um financiamento maior para pesquisas e investigações? Melhores cuidados? De qualquer forma é urgente uma melhora assistencial em todos os níveis - local, nacional e internacional.