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Mural Agosto 2020

 

Edição: Maria Helena Martins                              


MÊS de ANIVERSÁRIOS

Cyro Martins e A Dama do Saladeiro

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Desde que criamos o Centro de Estudos, é de praxe realizarmos em agosto evento especialmente dedicado a Cyro Martins, cujo aniversário é dia 05 desse mês. Reunir amigos e colegas dele com professores e pesquisadores de literatura e saúde mental tem sido o propósito, a fim de apresentar, debater e atualizar a obra de nosso patrono. 

Neste ano, fomos barrados pelo coronavirus, que impediu a realização de nosso evento. Mas não deixamos de lembrar e homenagear Cyro Martins e sua obra, em especial A Dama do Saladeiro, completando 40 anos de sua primeira edição.(MHM) 


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Memórias, crônicas, contos? perguntam-se alguns leitores. Para esclarecer antecipadamente (ou deixar o leitor até mais curioso) Cyro Martins deu um subtítulo ao livro "Histórias vividas e andadas". E, no Prefácio, oferece o livro como "uma fraterna entrega de recuerdos à nossa gente", revelando, simplesmente, que o escreveu "em trinta dias, nas férias de fevereiro de 1980". 

Para maior surpresa, o livro apresenta ao leitor relatos de vivências de Cyro Martins que vão dos três últimos anos de seu curso de medicina, em Porto Alegre, aos três primeiros como médico, em Quaraí, sua cidade natal. Isto é: uma distância de 44 anos separa as narrativas dos fatos que as inspiraram. Haja memória! (MHM) 

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Clique para assistir a poeta Cristina Macedo lendo o texto "O Vórtice Mágico", de A Dama do Saladeiro


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LEITORES DE CYRO MARTINS E SUAS LEITURAS


As  páginas do Caderno de Sábado, do Correio do Povo, de Porto Alegre, sob a coordenação do Jornalista Juremir Machado da Silva, reencontraram escritos sobre Cyro Martins, que durante décadas também publicou ali. 

De cada um dos textos emerge a valorização de Cyro Martins como escritor, ressaltando a admiração pelo ser humano, o que se evidencia em sua obra.


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Gilberto Schwartzmann
(
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Carlos Appel 
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José Eduardo Degrazia 
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M. Eunice Moreira e Fábio V. Nascimento 
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Maria Helena Martins 
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Cláudio Martins 
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Considerando o fato de Cyro Martins ser médico e revelar atenção marcante sobre esse ofício nos relatos de A Dama do Saladeiro, convidamos médicos escritores gaúchos a registrarem seus depoimentos a respeito. 

 

Por que médicos escritores? Além de uma referência direta ao autor e ao temário de A Dama do Saladeiro, a escolha se dá, principalmente, pelo elo entre esses profissionais e as letras, senão as artes em geral, pelo fato de tratarem do ser humano, suas fragilidades e sua capacidade de superação; por mergulharem nos limites de vida e morte e no processo de criação estética. Gilberto Schwartsmann (oncologista) e José Eduardo Degrazia (oftalmologista) são escritores com obras reconhecidas. Mas, entre os autores publicados no referido Caderno de Sábado, encontram-se quem lá esteja por outras razões especiais: Prof. Carlos Appel, editor que redescobriu a obra de Cyro Martins, incentivando sua reedição e novas criações; Profa. Dra. Maria Eunice Moreira, professora de Literatura, pesquisadora e orientadora de Fábio Varela Nascimento, cuja tese de doutorado sobre Cyro é o trabalho acadêmico mais recente e destacado sobre  o autor(2019). Maria Helena Martins e Cláudio Meneghello Martins, aí estão, principalmente, por serem filhos do homenageado.

 

Paralelo ao reconhecimento literário, os demais autores aqui presentes se aproximam  empaticamente à pessoa admirada do escritor Cyro Martins, sublinham seu humanismo, lembram situações  partilhadas, como o  reumatologista Fernando Neubarth ou o cardiologista Waldomiro Manfroi, ambos médicos escritores. Já representando quem conheceu Cyro Martins por meio de seus escritos, sem tê-lo conhecido, comparecem aqui a Psiquiatra Graziela Stein de Barros e, mais uma vez, Fábio Varela Nascimento, com excerto de sua admirável tese-livro Cyro Martins - os anos decisivos (1908-1951).(MHM) 


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Um príncipe no lotação - Fernando Neubarth* 

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Leia mais

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Dama do Saladeiro - Waldomiro Manfroi*

3 de outubro de 1930
Nessa época de muitos e importantes fatos históricos, Cyro Martins, acadêmico de Medicina e seu conterrâneo e estudante de Direito, Waldemar Ripoll, iniciam um movimento estudantil que culminaria, mais tarde, na criação da Universidade de Porto Alegre. E, ao aderirem aos revoltosos, Cyro revela, com detalhes, os caminhos percorridos pelos líderes políticos para a construção da inimaginável aliança entre forças políticas antagônicas, que culminaria na vitoriosa revolução de 1930. Registra ainda como ocorreu o ataque ao Quartel General, às 17 horas, do dia 3 de outubro. (leia mais)

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Testemunha de outubro  - Fábio Varela Nascimento

Cyro Martins afirmou algumas vezes que era uma “testemunha ocular da história” e esse papel é visto com clareza em “3 de outubro”, a primeira narrativa de A dama do saladeiro – histórias vividas e andadas. No dia decisivo, ao ser informado por Waldemar Ripoll da hora de eclosão do movimento, Cyro fez o que estava ao seu alcance. Junto com Oneron Dornelles, caminhou até um “vão de porta” da Rua da Praia. De lá, avistavam os quartéis do Exército e da Brigada Militar. No espaço que separava as duas organizações, se passariam os momentos cruciais. Os dois rapazes pretendiam se juntar aos brigadianos e aos civis reunidos no quartel. O problema era que, assim como Cyro, Oneron não carregava armas e, apenas “com a bravura da alma gaúcha”, não adiantaria nada. (leia mais)

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O olhar de Cyro Martins sobre o Feminino - Graziela Stein de Vargas

No ensaio "A Mulher e a Sociedade Atual", Cyro Martins escreve como a emancipação feminina pode apresentar dificuldades de consolidação definitiva tanto pelas fantasias que o homem carrega sobre a mulher como as fantasias que a mulher projeta sobre o homem.  

Cyro Martins reconhecia e defendia o pleno direito de emancipação da Mulher, mas também declarava haver grande desigualdade sociocultural, deixando a Mulher em posição inferior em relação ao Homem.

Esse texto foi escrito em 1986, mais de trinta anos e ainda não conquistamos igualdade, mas nosso querido patrono já falava e escrevia sobre isso. (leia mais)

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Literatura e Medicina-diálogos possíveis - Léa Masina

Para situar-se perante as obras literárias, o leitor comum costuma depositar excessiva confiança na autoridade do crítico ou do professor, quando não na força inercial mas altamente persuasiva das lista de “best sellers”¹. Mas não é preciso nada disso para lermos um bom romance e avaliá-lo subjetivamente, eis que é subjetivamente que avaliamos as obras literárias.  Essa conclusão, no entanto, está ancorada na concepção de literatura como prática cujo produto, a obra, resulta de uma pulsão psíquica que, com certeza, se produz a partir de diferentes emoções de seu autor. (leia mais)

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Coluna CELPCYRO - Conversas com meu umbigo III - Luiz Carlos Osório


E o homem inventou deus à sua imagem e semelhança

Meus (improváveis) leitores decerto vão se decepcionar, talvez até se escandalizar, com o texto herege que agora escrevo aqui. Mas prometi a mim mesmo que seria honesto com eles e coerente até a medula com o que penso. Se há alguma vantagem que a idade nos traz é a autorização para deixarmos de ser “personas”, tirar a máscara para agradar a plateia e ser a pessoa autêntica que sempre escondemos atrás dela. Aliás - verdade seja dita - ao longo da vida pouquíssimas vezes precisei me ocultar sob o disfarce de um “falso self” pela pressão das circunstâncias. Se não ousei ser mais irreverente e transgressor foi por incompetência para sê-lo e não por falta de coragem. (leia mais)


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A persistência na realização de seus propósitos: João Gomes Mariante (1918-2020)

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Homenagem do CELPCYRO ao Dr. Mariante quando de seus 100 anos

Invejável longevidade produtiva, alerta para o entorno e disponível para o mundo em que vivemos. Uma mente cuja capacidade abarca dinamicamente o que a história registrou e o que está acontecendo, nos mais diversos âmbitos de atividade. Em suma, um humanista na era das fake news que, sem pejo e sem culpa, se dispõe tanto à simples divulgação do aqui e agora, desde que lhe seja digno de nota, quanto à reflexão clara e lúcida sobre fatos que sua mente centenária tem a liberdade de (re)pensar. Observador das mazelas humanas, as quais acolhe com discrição e compreensão. Tudo isso, numa figura frágil, mas de intenso vigor intelectual.

Assim eu via o amigo Mariante, de permeio a longa amizade entre ele e meu pai, Cyro Martins.(MHM) (leia mais)